Estabelecimentos comerciais do município que não incluírem símbolo do autismo em placas de atendimento prioritário podem ser multados.

Estabelecimentos comerciais do município que não incluírem símbolo do autismo em placas de atendimento prioritário podem ser multados.
https://youtu.be/XiUcmXRbL4Q

Prefeitura fiscaliza inserção obrigatória de símbolo
autista em estabelecimentos públicos e privados
A Prefeitura de Ipatinga, por meio da Secretaria de Serviços
Urbanos e Meio Ambiente (Sesuma), inicia nesta semana a
fiscalização em estabelecimentos comerciais do município para
verificar a efetivação da Lei n° 3.699, de 11/07/2017, que regula e
obriga a inclusão do símbolo mundial do autismo em placas de
atendimento prioritário.
O símbolo do Transtorno do Espectro Autista (TEA) é representado
por um laço formado por um quebra-cabeças colorido. Conforme a
legislação, o ícone deve apresentar a mesma dimensão dos outros
símbolos de acessibilidade e deve estar visível aos consumidores.
O prefeito de Ipatinga, Gustavo Nunes, defende a inclusão e os
direitos das pessoas com TEA. Em abril, o chefe do Executivo
sancionou a Lei nº 14.138, que institui diretrizes da Política
Municipal de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno de
Espectro Autista (TEA).
“É uma forma de chamar atenção da população para reconhecer as
necessidades das pessoas autistas. Devemos zelar pelo próximo,
considerando suas limitações, e conscientizar as pessoas sobre
isso”, afirma o prefeito.
Transtorno do Espectro Autista
O TEA é um transtorno de desenvolvimento da primeira infância em
que ocorrem dificuldades na comunicação e interação social. Não
há só um tipo de autismo, mas graduações dentro desse transtorno
de desenvolvimento. Um espectro abrange diferentes gradações,
intensidades.
Os Transtornos do Espectro Autista podem afetar todo o organismo
e por isso ser confundidos com outros problemas isolados. As
crianças podem ter convulsões, distúrbios do sono, ansiedade,
transtornos alimentares, TDAH, distúrbios de linguagem.

Crianças com Transtorno do Espectro Autista têm direito a um
tratamento com médicos especialistas, psicólogos, fonoaudiólogos
e terapeutas ocupacionais que cuidem dos problemas físicos, da
saúde mental e que também tenham preparo para ajudar a família a
treinar novos comportamentos. A terapia comportamental é a
intervenção com maior comprovação científica.
Identificação
Os portares de Transtorno do Espectro Autista devem estar
portando uma carteira de identificação fornecida pelo município. O
documento é obtido nos Centros de Referência de Assistência
Social (CRAS), de segunda a sexta-feira, de 07h às 18h e nas e nas
Unidades Básicas de Saúde (UBS's) no horário de 09h às 11h.