Alexandre Silveira, suplente de Anastásia, toma posse como senador Fonte: Agência Senado

Alexandre Silveira, suplente de Anastásia, toma posse como senador  Fonte: Agência Senado

Tomou posse no Senado, nesta quarta-feira (2), Alexandre Silveira de Oliveira, do PSD de Minas Gerais. Agora senador, ele assumiu a vaga de Antonio Anastasia (PSD-MG), que renunciou ao mandato para assumir o cargo de ministro do Tribunal de Contas da União (TCU). Alexandre Silveira assume cotado para ser o novo líder do governo Bolsonaro no Senado. Seu mandato termina em 2023.

— É preciso, antes de tudo, reconhecer que o nosso Brasil adoeceu e empobreceu. É uma realidade que não podemos aceitar. Fome, miséria e dor não têm partido. Não é verde, vermelho ou amarelo. É sofrimento. Esse tema, tenho certeza, sensibiliza a todos nós. Só a união de todos, independentes, oposição e situação, poderá salvar esse país da vergonha de voltar ao mapa da fome. A gravidade da pandemia de covid-19 e suas consequências exigem de todos nós trabalho, criatividade, esforço e coragem — afirmou em seu primeiro pronunciamento.

— Prometo, de forma inarredável, lutar para construir uma sociedade mais justa, unida, sólida e fraterna, por meio do diálogo e da conciliação, que devem orientar a democracia e a convivência civilizada — acrescentou o senador.

Para o senador, sua missão agora é buscar soluções para os problemas brasileiros, principalmente os econômicos e os sociais, que acarretam “a assustadora volta da inflação, do desemprego, da fome e da miséria”. Ele criticou o fato de o país gastar grande parte do Orçamento anual para pagar juros da dívida pública. Segundo ele, o país gasta pelo menos R$ 1 bilhão por dia para rolagem da dívida ou para pagar juros.

Silveira afirmou que políticas econômicas ortodoxas e conservadoras não resolverão os problemas atuais e constatou que não ocorreu a anunciada recuperação em V da economia. 

- No país que mais produz e exporta comida é inaceitável ver mães de família revirando o lixo em busca de ossos para alimentar as suas famílias, reclamou.

O senador manifestou sua vocação municipalista, por considerar que as lideranças locais - prefeitos e vereadores - são os que mais conhecem os problemas reais da população.

Carreira

Alexandre Silveira nasceu em Belo Horizonte, em 1970. Formado em Direito, foi delegado da Polícia Civil de Minas em 1997. O senador também já trabalhou no Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit).

Foi eleito deputado federal em 2007, sendo reeleito. Foi também Secretário de Saúde e de Gestão Metropolitana em Minas. Na Câmara dos Deputados, foi presidente da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado e membro da Mesa Diretora.

Dentre os projetos que apresentou como deputado federal destaca-se o PL 1.273/2007, que inclui as vacinas contra meningites pneumocócicas e meningocócicas no Calendário Básico de Vacinação da Criança.

Ele assumiu a presidência do PSD mineiro em 2014 e coordenou as campanhas de Anastasia e de Rodrigo Pacheco em 2018. Depois, foi diretor no Senado. Além de senadores, deputados e ministros, também compareceram à posse cerca de 150 prefeitos, entre eles Alexandre Kalil, de Belo Horizonte.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado