Timóteo realiza segunda pesquisa do LIRAa

Timóteo realiza segunda pesquisa do LIRAa

Levantamento do índice de infestação do Aedes aegypti começará no dia
29

A Prefeitura de Timóteo, por meio da Secretaria de Saúde e Qualidade de Vida,
realizará o novo Levantamento do Índice Rápido de Infestação do Aedes
aegypti (LIRAa) a partir da próxima segunda-feira (29). Os agentes de combate
às endemias (ACE) do setor de Controle de Zoonoses percorrerão todos os
bairros do município para a coleta de dados por amostragem. O trabalho em
campo da pesquisa está previsto para ser executado em três dias com a
condensação dos dados sendo concluída no dia 5 de março.


O levantamento é fundamental para subsidiar o desenvolvimento das ações de
controle e prevenção das doenças arboviroses (dengue, chikungunya e zika).
De acordo com o coordenador do setor de Zoonoses, Carlos Alberto Santos,
mesmo com as dificuldades impostas pela pandemia do coronavírus, a
Prefeitura de Timóteo tem intensificado as ações educativas de prevenção e de
combate à proliferação do mosquito Aedes aegypti, com a realização de
vistorias domiciliares, tratamento de focos e de bloqueio nos locais onde
ocorreram notificações de dengue, zika e chikungunya.
De janeiro a março deste ano, foram registradas 194 notificações de casos
suspeitos de dengue, chikungunya e zika, sendo: janeiro, 59; fevereiro, 72; e
março até o dia 25, 63. “Com a realização da nova pesquisa do LIRAa,
identificaremos os pontos com alta infestação e atuaremos para a redução
desses focos”, explica o coordenador. Na primeira pesquisa do LIRAa desde

ano, realizada em janeiro, a maior incidência de focos foi encontrada dentro
das residências, o que comprova a necessidade de a população se
comprometer de forma responsável com ações diárias de combate à
proliferação do mosquito.
Em função da pandemia, os ACE`s foram orientados a não entrarem dentro
das residências, devendo os moradores verificar ralos dos banheiros e
recipientes que podem acumular água dentro de casa, como pratinhos de
plantas – que devem ser preenchidos com areia – e o degelo da geladeira. O
ACE, devidamente identificado com uniforme e crachá, deve ter o acesso
permitido para a vistoria em áreas externas. Em obediência aos protocolos
sanitários, eles usarão máscaras e manterão o distanciamento social.
“A população está há mais tempo dentro de casa e, por isso, deve zelar pelo
ambiente evitando os locais de proliferação do mosquito. Por causa da
pandemia, os ACE´s foram orientados a não entrar dentro das residências. Por
isso, o morador deve verificar ralos e recipientes que armazenam água do
degelo da geladeira, por exemplo. O acesso do ACE deve ser permitido na
área externa das casas para o trabalho de vistoria, tudo feito de forma segura,
com uso de máscaras e mantendo o distanciamento social”, explica o
coordenador. O ACE´s estão identificados com uniforme e crachás da
Secretaria Municipal de Saúde.
Em janeiro, o município realizou a primeira pesquisa do LIRAa no ano,
registrando um resultado de 5,2%, ou seja, cinco vezes acima do índice
considerado aceitável pelo Ministério da Saúde, que é abaixo de 1%. O valor
elevado aponta para o risco de surto.