Defesa Civil de Ipatinga mantém trabalho contínuo de revistorias em imóveis interditados após chuva de 12 de janeiro

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O empenho das equipes da Defesa Civil de Ipatinga é
ininterrupto, com acompanhamento constante dos
imóveis, orientação às famílias e desinterdição
daqueles locais em que é possível liberar com
segurança
No auge dos transtornos causados pela tromba d’água que atingiu
Ipatinga em 12 de janeiro, a cidade chegou a registrar 1.953
pessoas desalojadas e 169 desabrigadas. Após o evento, a Defesa
Civil recebeu 3.033 chamados emergenciais, resultando em 957
interdições de imóveis.
Desde então, o trabalho não parou. As seis equipes, compostas por
um agente e um engenheiro civil, visitam regularmente os locais
afetados, incluindo bairros como Bethânia, Granjas Vagalume, Vila
Militar, Vila Celeste, Jardim Panorama, Bom Jardim, Forquilha,
Nova Esperança e Esperança. Atualmente, cerca de 400 imóveis
seguem interditados.
“Nós não paramos de trabalhar desde a chuva do dia 12 de janeiro.
Estamos realizando todas as revistorias, porque tivemos quase mil
interdições ao longo daquela tragédia. Esse trabalho é contínuo e
será feito quantas vezes forem necessárias até que o imóvel possa
ser desinterditado com segurança. Algumas casas, infelizmente,
ainda não podem ser liberadas, pois nossa prioridade é proteger a
vida de cada morador”, explicou a agente da Defesa Civil, Cristiane
Oliveira.
Avaliação
Durante as visitas, a equipe avalia a estrutura das residências,
verificando trincas, recalques do solo e demais sinais de
instabilidade que possam comprometer a segurança. São
fornecidas orientações técnicas para garantir um retorno seguro das
famílias.
Ainda não é possível estipular uma data para a conclusão de todos
os trabalhos. “É um trabalho constante e recorrente. Em alguns
locais, mesmo após várias revistorias, a interdição precisa ser
mantida por segurança. Em outros, já foi possível desinterditar, mas
seguimos avaliando continuamente”, detalhou Cristiane Oliveira.
A equipe da Defesa Civil também atua na conscientização da
população. “Estamos ajudando as famílias a se prepararem para o
período chuvoso. Dessa forma, promovemos segurança e
prevenção, além de orientar a comunidade para reduzir riscos
futuros”, concluiu a agente.